Na última quarta-feira, dia 22 de julho, minha avó completou 80 anos. Infelizmente, por causa do trabalho e de um treinamento da empresa logo após o expediente, não consegui visitá-la naquele dia. Mas no sábado fiz questão de ir. E voltei para casa com o coração diferente. Sempre morei praticamente ao lado da minha avó. Na infância, era na casa dela que eu tomava chocolate quente. Assistíamos juntas aos desenhos da TV Cultura. Na adolescência, vieram as novelas. Ela dificilmente perdia um capítulo das novelas da Globo, e muitas vezes eu estava ali, assistindo ao lado dela. Era uma convivência simples. Mas era constante. Depois veio a pandemia. Como aconteceu em tantas famílias, as visitas passaram a ser limitadas para proteger os idosos. Na mesma época, minha avó começou a apresentar sinais de Alzheimer, doença que já existia no histórico da nossa família. A rotina mudou completamente. A preocupação aumentou. As decisões também. Naquele momento, cheguei a sugerir q...