Recentemente resolvi pesquisar dois ingressos para o show de Roberto Carlos. Nada extravagante. Apenas dois lugares para aproveitar uma noite diferente, ouvir músicas que atravessaram gerações e fazer algo que todo ser humano deveria conseguir fazer de vez em quando: viver um pouco além da rotina de trabalho, boletos e responsabilidades. Mas bastou chegar à etapa final da compra para levar aquele susto que já está virando tradição nacional. O valor dos ingressos já não era exatamente barato. Até aí, tudo bem. Grandes artistas, grandes eventos, produção, equipe, estrutura... ninguém espera pagar o preço de uma coxinha para assistir a um show. O problema começa quando o valor anunciado parece apenas um convite para uma segunda rodada de cobranças. De repente surgem taxas. Taxa de conveniência. Taxa de serviço. Taxa de processamento. Taxa disso. Taxa daquilo. E, curiosamente, mesmo somando tudo o que aparece detalhado na tela, o valor final ainda parece fazer uma matemática própr...