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Mostrando postagens com o rótulo Relações Humanas

Quatro cachorros é muito? Talvez a definição de família precise mudar

 Hoje estava passeando com meus bebês — os de quatro patas, obviamente — quando passei pela pracinha e ouvi uma moça comentar: — Nossa, quantos cachorros! Eu olhei para os meus. Um. Dois. Três. Quatro. Pensei: Ué... são só quatro. 😂 Tenho dois grandes e dois pequenos. E olha que nem estavam todos juntos! Agora fiquei imaginando se ela encontrasse a família completa. Talvez precisasse sentar um pouco antes de processar a informação. 😂 Mas aquela frase ficou na minha cabeça. Por que quatro cachorros parecem tantos? Se alguém passa empurrando um carrinho com duas, três ou quatro crianças, a reação provavelmente seria outra. "Que família bonita." "Que crianças lindas." "Como são comportadas." Mas quando são quatro animais, aparece aquele olhar de espanto. "Mas tudo isso de cachorro?" E eu fico pensando: Por quê? Por que ainda existe essa ideia de que ter animais em casa é algo secundário, estranho ou exagerado? Claro que ter vários animais exige re...

Basta alguém apontar um monstro para todo mundo começar a enxergar um

Depois da minha última crise, decidi dar uma pausa nas séries e filmes mais pesados. Nada de terror. Nada de crimes. Nada de histórias que me fazem olhar para o teto antes de dormir pensando: “Por que eu fui assistir isso?” 😂 Resolvi voltar para algo um pouco mais inocente. Ou pelo menos era o que eu imaginava. Coloquei A Bela e a Fera , uma história que fez parte da minha infância. Só que existe uma coisa curiosa em crescer: algumas histórias continuam iguais, mas nós mudamos. E quando assistimos novamente muitos anos depois, começamos a perceber coisas que simplesmente passavam despercebidas quando éramos crianças. Dessa vez, quem chamou minha atenção não foi a Bela. Foi Gaston. E, principalmente, o poder que ele tinha de influenciar as pessoas. Gaston é aquele tipo de personagem que entra em um ambiente e parece saber exatamente como conduzir as pessoas para onde quer. Ele conhece a reputação que possui. Sabe que é admirado. Sabe que as pessoas escutam o que ele diz. E utiliza iss...

Quando o Trabalho Também Traz Boas Pessoas

 Eu trabalho desde os meus 17 anos. Na verdade, antes mesmo disso eu já ajudava meus pais, que sempre trabalharam de forma autônoma. Como os trabalhos eram feitos em casa, eu cresci vendo atendimento, clientes entrando e saindo e aquela movimentação que existe quando você trabalha por conta própria. Mas foi quando estava chegando perto de terminar a escola e completar 18 anos que consegui meu primeiro emprego fora de casa. E, desde então, já são aproximadamente 12 anos trabalhando para empresas e pessoas. Doze anos. Dá para aprender bastante coisa nesse tempo. Inclusive algumas que ninguém coloca no currículo. Aprendi sobre responsabilidade. Aprendi sobre atendimento. Aprendi sobre pressão. Aprendi sobre convivência. E, principalmente, aprendi que colega de trabalho e amigo são coisas diferentes. Talvez eu tenha demorado um pouco para entender isso. No começo da minha vida profissional, eu era bastante ingênua nesse sentido. Já cheguei, inclusive, a compartilhar uma i...

Quando o Corpo Diz: Chega

Hoje tive uma crise de ansiedade. Choro fácil, suor, palpitação e uma sensação estranha no peito que apareceu durante o horário de trabalho. E o pior? Eu nem sabia exatamente de onde aquilo estava vindo. Minha colega de trabalho percebeu que eu não estava bem e me ofereceu um chá. E, segundo Sheldon, de The Big Bang Theory , uma bebida quente aparentemente resolve boa parte dos problemas da humanidade. 😂 Não vou mentir: naquele momento, aceitei a teoria. Depois do chá, consegui seguir o restante do dia normalmente. Mas aquela sensação de peso continuava ali, como se alguma coisa estivesse tentando chamar minha atenção. No fim do expediente, minha esposa foi me buscar. Íamos ao mercado comprar algumas coisas para repor em casa e, quando chegamos ao estacionamento, aconteceu novamente. Outra crise. Só que, dessa vez, uma coisa ficou muito clara para mim. Eu estava ao lado dela e estava indo para casa. Meu porto seguro. E aquela sensação de finalmente poder parar pareceu di...

Nem todo amor salva: o que Avenida Brasil me fez lembrar

Recentemente decidi assistir Avenida Brasil pela primeira vez. Sim, pela primeira vez. Quando a novela passou originalmente, minha família e eu nunca fomos muito de acompanhar novelas do começo ao fim. Sempre fomos mais do time dos filmes, séries e DVDs. Depois vieram os streamings, que tornaram tudo ainda mais fácil para quem não tem paciência para esperar um capítulo por dia ou para assistir algo interrompido por inúmeros comerciais. Aliás, isso me fez pensar: será que a televisão aberta ainda possui a mesma atenção de antigamente? Ou boa parte do público já migrou para as plataformas digitais, onde cada um escolhe o que assistir e quando assistir? Mas essa é uma conversa para outro texto. O fato é que, acompanhando Avenida Brasil, cheguei a uma cena que me fez voltar muitos anos no tempo. Sem entrar em muitos detalhes para não estragar a experiência de quem ainda está assistindo, existe um momento em que Carminha perde completamente o controle da situação. Em meio ao desespero, ao a...