Pular para o conteúdo principal

Sobre

 Sobre – Diário de uma Observadora Ácida

Sou A Observadora — Bem-vindo ao meu canto da internet — a mente atrás do Diário de uma Observadora Ácida. Aqui registro absurdos do cotidiano, reflexões que incomodam (às vezes para o bem, às vezes só para provocar), frases improváveis que já ouvi por aí e reflexões que normalmente ficariam apenas na minha cabeça… mas agora ganharam um blog.


Este é um espaço pessoal: relatos reais, críticas sociais e comentários sarcásticos sobre o que vejo por aí. Se você busca conforto, talvez não seja o lugar ideal. Mas se aprecia sinceridade, ironia e um olhar inquieto, fique — Puxe uma cadeira, pegue um café e aproveite o passeio.


Por que escrevo? Porque observar é uma forma de resistência. E escrever é transformar incômodo em voz. Se você também é do time que olha para o mundo e pensa "não é possível que isso aconteceu", então estamos em casa.


Com humor, sinceridade e uma pitada generosa de acidez.


Atenciosamente,

A Observadora Ácida


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O Velhinho Sábio que Jogou Sabedoria no Rio

Estava eu voltando para casa naquele raro momento em que o ônibus parecia até VIP: vazio, silencioso e — pasme — com cheiro neutro.  O semáforo fecha, eu olho pela janela e vejo uma cena que não era exatamente inédita, mas sempre surpreendente pela qualidade do protagonista . Não era um morador de rua, não era alguém “desprovido de civilização”, como muitos adoram dizer enquanto seguram firme seu moralismo de bolso. Era um senhor , desses que o senso comum descreve como “de idade”, “de respeito”, “de sabedoria”… e que geralmente reclamam de tudo: do lixo na rua, da juventude perdida, dos valores que acabaram, do governo, da vida, do clima e, claro, da “falta de educação dos outros”. Pois bem. Lá estava o sábio. Na mão dele, uma garrafinha PET que — sejamos sinceros — tinha toda a estética suspeita de uma embalagem de cachaça. Ele dá o último gole do que provavelmente era a verdade líquida da noite anterior, rosqueia a tampinha com toda a destreza de quem ainda tem força moral par...

O curso milagroso e o emprego que nunca existiu

 Aqui estou eu: fim de faculdade, currículo pronto, coragem na bolsa e aquele otimismo frágil de quem acredita que estudar ainda serve para alguma coisa.  Procuro vagas na minha área — estágio, PJ, CLT, o nome não importa, desde que venha acompanhado de dignidade. Uso plataformas de emprego, aquelas que prometem conectar empresas e profissionais. Tudo muito moderno. Tudo muito organizado. Até que recebo uma mensagem: “Envie seu currículo para: nomedaempresa (arroba) email (ponto) com”. Sim. Escrito assim. Como se estivéssemos em 2003. Como se ninguém soubesse usar o próprio sistema pelo qual está pagando. A vontade inicial foi rir. A segunda foi chorar. A terceira foi perceber que o problema não é tecnológico — é conceitual. A empresa se cadastra numa plataforma para ver currículos , mas pede que o candidato envie o currículo… fora da plataforma. É tipo entrar num restaurante e pedir delivery do prato que está na sua frente. Mas ok. Engoli o sarcasmo, respirei fundo e e...

Pet friendly ou pet tolerado mediante taxa?

 Pesquisando uma pousada para tirar uns dias de descanso merecido em casal — mas claro, que aceite pet —  comecei a ver as opções de ida de avião ou carro. E vamos combinar: infelizmente as companhias aéreas fazem de tudo para dificultar a ida do seu bichinho junto com você. Fui ver todas as possibilidades, toda a papelada necessária… e mesmo assim, se o seu pet não couber embaixo do banco da frente — que, vamos lá né, mal cabe a gente, quem dirá um ser vivo naquele cubículo — querem empurrar o animal como carga. CARGA. Como se fosse uma mala despachada. Uma vergonha. Quem foi o imbecil que pensou nisso? E quem foi o outro que autorizou? Apêndice necessário (porque a realidade às vezes consegue ser pior que a ironia): Não faz muito tempo que circulou a notícia de um cachorro transportado na carga da Latam que morreu após o voo. Um ser vivo tratado como objeto logístico. E depois vêm as notas oficiais, os “lamentamos o ocorrido” e os protocolos que “serão revisados”. Mas a p...