Hoje foi dia de ir ao Poupatempo para atualizar o RG. A experiência começou com a clássica e misteriosa logística de agendamento: aparentemente, marcam todos os usuários para o mesmo horário e a ordem de prioridade se resolve na fila, conforme a senha retirada na chegada. Quando minha senha finalmente foi chamada, fui recebida com um silêncio absoluto — nem um "bom dia". Mas até aí tudo bem, afinal, cada um oferece o que tem a oferecer. A diversão começou quando a atendente olhou, reolhou e analisou minha certidão de casamento com uma expressão clara de ponto de interrogação no rosto. Sem saber como prosseguir, chamou a colega do lado para pedir socorro. Entendo que os funcionários de lá realizam uma variedade enorme de serviços, o que por um lado evita a rotina, mas por outro pode gerar esse tipo de insegurança em processos básicos. O problema é a completa ausência de diálogo. Trocaram de atendente para dar sequência ao meu pedido de RG nada menos que três vezes. Nenhuma d...
Me peguei hoje, mais uma vez, pensando na vida e nas dinâmicas absurdas do mercado de trabalho. Será que é pedir demais querer apenas fazer o nosso trabalho com eficiência, entregar o esperado e ir para casa em paz? Parece que quanto mais a gente busca estabilidade, mais pedidos sem pé nem cabeça surgem na nossa frente. Recentemente, lembrei de uma exigência que recebi quando ainda estava na empresa e que resume bem a falta de noção de certas gestões. Pediram para que eu, como assistente de e-commerce, entrasse em contato com todos os clientes que haviam solicitado um simples orçamento desde o começo do ano, para perguntar "por que eles não fecharam a compra". Se você parar para pensar por dois segundos como consumidor, percebe o tamanho do contrassenso. Orçamento serve para quê? Para pesquisar preço, comparar opções, entender custos e planejar o orçamento pessoal. Aonde já se viu cobrar uma explicação do cliente meses depois por algo que ele apenas consultou? A essa altura,...