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Casei... Sim, eu casei!

 Oi, pessoal!

Eu sumi daqui por um motivo muito especial.

Sim... eu casei!

Pode parecer um motivo bobo para desaparecer um tempo, mas não é. Quem me conhece ou já leu alguns textos do blog sabe que eu jamais imaginei me casar. Meu foco sempre foi outro: trabalhar, ganhar dinheiro e viajar. Conhecer o mundo sempre esteve muito mais presente nos meus planos do que organizar um casamento.

Na adolescência, claro, existia aquela pressão silenciosa de namorar. Todo mundo parecia estar em algum relacionamento, e a gente acaba achando que precisa fazer parte disso também. Mas eu sempre fui meio diferentona. Não era a bagunceira da turma, mas também não era a nerd. Sempre fiquei ali no meio do caminho, observando mais do que participando.

Hoje, aos 30 anos, posso dizer uma coisa que nunca imaginei escrever:

Eu casei com o amor da minha vida.

E o mais curioso é que o conheci exatamente em 01/10/2021.

No mesmo dia em que saí de um trabalho que marcou minha vida de um jeito completamente diferente. Inclusive, já contei essa história aqui no blog.

👉 Leia também: O privilégio da grosseria: quando idade vira desculpa para falta de respeito

Desde aquele dia, praticamente não nos desgrudamos mais.

Mas teve um momento que mudou completamente a forma como eu enxergava esse relacionamento.

Foi durante uma sessão de terapia.

Aliás, faço um parêntese importante: façam terapia. Sério. Se puderem, façam.

Depois de me ouvir durante algumas sessões, minha psicóloga soltou uma frase que me pegou completamente de surpresa:

"Você já percebeu que o [privado] nunca foi tema de terapia?"

Aquilo ficou na minha cabeça.

Percebi que todas as minhas dores, inseguranças e dificuldades apareciam nas sessões... menos o meu relacionamento.

Foi aí que caiu a ficha.

Talvez justamente porque, pela primeira vez, eu estava vivendo uma relação saudável.

Comecei a olhar tudo com outros olhos e, em poucos meses, já estávamos resolvendo toda a papelada: cartório, documentos, decoração, playlist, bolo... aquela correria gostosa que todo casamento tem.

Optamos por fazer algo pequeno.

Bem pequeno.

Apenas com familiares e amigos mais próximos.

Porque, no fim das contas, casamento é um dos poucos dias da vida em que vale a pena estar cercado apenas de quem realmente faz parte da sua história.

E tem outro detalhe.

Escolhemos fazer uma cerimônia simples porque, desde o namoro, nosso maior investimento sempre foi o mesmo:

Viajar.

Nós amamos viajar.

Criar memórias sempre fez mais sentido para nós do que ostentar grandes festas.

E foi assim que, logo depois do casamento, embarcamos para nossa lua de mel.

O destino?

Mendoza, na Argentina.

Ficamos hospedados no LoboPollito (vou deixar o link do Airbnb aqui), e posso dizer sem medo: foi uma das hospedagens mais acolhedoras que já tivemos. Pessoas incríveis, receptivas e que fizeram parte dessa lembrança tão especial.

Mas... essa história merece um capítulo só dela.

Porque Mendoza rendeu boas lembranças, algumas reflexões e, claro, observações ácidas também.

Nos vemos no próximo episódio.


Atenciosamente,

A Observadora Ácida

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