A Ironia...
Que dia caótico. Duas semanas sem ir à academia por conta de uma mini cirurgia . Mini mesmo — mas o terror psicológico materno foi tão eficiente que obedeci à risca: nada de esforço, nada de gracinha, nada de refazer procedimento. Resultado? Corpo parado, mente inquieta e culpa acumulada. Hoje, finalmente, voltei para a academia. E como o universo adora um roteiro bem escrito, o meu remédio acabou justamente no fim de semana. Sem drama, pensei. Pós-treino, passo no posto, renovo a receita e sigo a vida. Chegando lá, a atendente informa com toda a naturalidade do mundo: — Volta às 14h pra passar com a médica nova. Nova mesmo. Receita nova. Vida nova. Retornei. Como manda o figurino, cheguei antes do horário (porque o paciente sempre tem que chegar cedo — o sistema, nunca). Fui atendida por volta das 14h20. A médica: 29 anos, recém-chegada, educada, atenciosa, explicou tudo com calma. Gostei. De verdade. Num cenário onde nem convênio entrega humanidade, aquilo foi quase um evento. Recei...