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Mostrando postagens de abril, 2026

Manual do fracasso: como administrar uma empresa do jeito errado

 Esses dias eu estava vendo aqueles vídeos de “flagra” da internet — aqueles que fazem a gente questionar se ainda existe bom senso no ser humano. Até que lembrei de um antigo trabalho meu. Entrei em uma “empresa” — tem CNPJ, então teoricamente é uma empresa, né? Mas daquelas que não conhecem muito bem palavras como lei, padrão, organização… respeito então, nem se fala. O tempo foi passando, e como todo mundo que precisa trabalhar, você aprende rápido. Me adaptei. Meu cargo? Vender. Vender para adegas, restaurantes, botecos… vender. Só que tinha um detalhe curioso. Tudo — absolutamente tudo — precisava passar pela patroa. Preço? Ela. Desconto? Ela. Condição? Ela. E, claro, ela nunca estava disponível quando você precisava negociar. Agora me explica: como se vende sem negociar? A gente tinha que adivinhar o humor do dia. Era quase um jogo: “será que hoje a dona quer trabalhar?” Porque sem falar com ela… não tinha venda. E aí você percebe: não é falta de funcionário comp...

Meu processo, o boletim e o tratamento de quem precisa de justiça

Aqui estou eu, mais um dia na espera do meu processo contra a advogada que insiste em segurar o que é meu. Agora, vale deixar uma dica: se o valor em jogo for menor que 20 salários mínimos, você pode, sim, seguir com a ação sozinho. É uma dica, caso alguém não saiba — e ainda ache que tudo se resolve com advogados… principalmente quando se tem um de confiança, o que nem sempre é a realidade. No meu caso, segui sozinha, porque, quando se perde a confiança num advogado, a gente fica na segunda. É quando você percebe que não tem mais para onde correr — e precisa, por conta própria, buscar um caminho. E os conselhos? “Procure outro advogado.” Claro. Todo mundo aparece com uma solução pronta. Mas, no fim, te mandam para a delegacia. Tentei fazer o boletim pela internet, mas o site é um verdadeiro labirinto: confuso, travado, cada clique um beco sem saída. E, sendo bem sincera, eu também queria evitar o atendimento presencial… porque sabemos como funciona. Falta de empatia virou padrão, e mu...

A farsa do reajuste

Todo ano, o mesmo espetáculo grotesco: o reajuste das tarifas de ônibus, enquanto a empresa, na sua “brilhante eficiência”, decide cortar cobradores. Sim, um único motorista dirige, cobra, explica — e, óbvio, o sistema de bilhetes vive travando. A empresa quer controle? Não. Ela quer lucro. Mas como se faz um controle real? Eu me pergunto isso porque vejo, todos os dias, situações que simplesmente não fecham. Passageiros pedindo carona e sendo liberados. Sistema fora do ar. Pessoas ficando na frente do ônibus e descendo por ali mesmo, sem girar catraca, sem qualquer registro real. E aí? Cada motorista decide como agir. A catraca falha. O sistema não carrega. O dinheiro entra… mas como isso é contabilizado? E deixo claro: não estou acusando os motoristas. Muitos fazem o possível dentro de um sistema falho. Recebem o valor, orientam o passageiro, tentam manter alguma ordem no caos. Mas, ainda assim… como controlar quantas pessoas utilizam o transporte? Como controlar entradas, s...