Manual do fracasso: como administrar uma empresa do jeito errado
Esses dias eu estava vendo aqueles vídeos de “flagra” da internet — aqueles que fazem a gente questionar se ainda existe bom senso no ser humano. Até que lembrei de um antigo trabalho meu. Entrei em uma “empresa” — tem CNPJ, então teoricamente é uma empresa, né? Mas daquelas que não conhecem muito bem palavras como lei, padrão, organização… respeito então, nem se fala. O tempo foi passando, e como todo mundo que precisa trabalhar, você aprende rápido. Me adaptei. Meu cargo? Vender. Vender para adegas, restaurantes, botecos… vender. Só que tinha um detalhe curioso. Tudo — absolutamente tudo — precisava passar pela patroa. Preço? Ela. Desconto? Ela. Condição? Ela. E, claro, ela nunca estava disponível quando você precisava negociar. Agora me explica: como se vende sem negociar? A gente tinha que adivinhar o humor do dia. Era quase um jogo: “será que hoje a dona quer trabalhar?” Porque sem falar com ela… não tinha venda. E aí você percebe: não é falta de funcionário comp...