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O Brasil não é para amadores (e muito menos para quem guarda conversa)

 Fui checar o andamento do processo contra a advogada.

Sim, aquela mesma.
A do primeiro capítulo dessa novela jurídica não solicitada.

E descobri algo fascinante:
Segundo ela, eu estou mentindo.

Eu, que pedi meu dinheiro com paciência.
Eu, que esperei.
Eu, que conversei.
Eu, que insisti educadamente antes de procurar meus direitos.

Segundo ela, eu bloqueei desde o início e por isso ela não fez os repasses faltantes.

Ah, querida.

O WhatsApp não mente.

Tenho as conversas.
Tenho os áudios.
Inclusive aquele em que você diz que devolveria 100% do valor do segundo serviço jurídico que não foi feito — porque eu cancelei em menos de 24h.

Em nenhum momento foi falado sobre “taxa por perguntas”.
Muito pelo contrário.

“Você pode perguntar, você já é cliente do escritório.”

Está gravado.

Mas agora, curiosamente, a narrativa mudou.

E o mais interessante?
Essa mesma advogada já trocou de sócios várias vezes. Pessoa próxima a mim relata cobranças duplicadas, parcelas já pagas que não foram dadas baixa, um caixa que parece administrado no modo “Deus dará”.

Organização financeira de escritório?
Opcional.

O curioso é como, quando o dinheiro é nosso, temos que implorar por ele.
Como se pedir o que é seu fosse abuso.

As contas chegam.
O dinheiro é meu.
E eu tenho o direito de usá-lo.

Bloqueei depois de insistir demais.
Bloqueei porque cansei.
Bloqueei porque paciência não paga boleto.

Mas tudo bem.

Deixa chegar na frente do juiz.

Eu não apago nada.

Atenciosamente,
A Observadora Ácida

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