A farsa do reajuste

Todo ano, o mesmo espetáculo grotesco: o reajuste das tarifas de ônibus, enquanto a empresa, na sua “brilhante eficiência”, decide cortar cobradores.

Sim, um único motorista dirige, cobra, explica — e, óbvio, o sistema de bilhetes vive travando.

A empresa quer controle? Não. Ela quer lucro.

Mas como se faz um controle real?

Eu me pergunto isso porque vejo, todos os dias, situações que simplesmente não fecham. Passageiros pedindo carona e sendo liberados. Sistema fora do ar. Pessoas ficando na frente do ônibus e descendo por ali mesmo, sem girar catraca, sem qualquer registro real.

E aí?

Cada motorista decide como agir. A catraca falha. O sistema não carrega. O dinheiro entra… mas como isso é contabilizado?

E deixo claro: não estou acusando os motoristas. Muitos fazem o possível dentro de um sistema falho. Recebem o valor, orientam o passageiro, tentam manter alguma ordem no caos.

Mas, ainda assim… como controlar quantas pessoas utilizam o transporte?

Como controlar entradas, se nem tudo é registrado?

Porque as saídas, ah… essas são bem controladas: pagamento de funcionários, chefes — mas não a melhoria do serviço.

Enquanto isso, a qualidade dos ônibus só piora.

Limpeza? Questionável.
Manutenção? Duvidosa.
Conforto? Quase inexistente.

Tudo desaba junto com algo ainda mais preocupante: a falta de organização, de ética e de respeito com quem depende do serviço.

E, claro, a culpa nunca é da empresa.

A culpa é da tecnologia que “não funciona”.
Ou do passageiro, que ousa exigir o mínimo.

No fim, seguimos pagando.

Mas cada vez menos certos de que estamos sendo transportados…
ou apenas empurrados dentro de um grande circo de descaso.


Atenciosamente,
A Observadora Ácida

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